Neurodor é o núcleo de atenção da medicina da dor e das doenças da coluna vertebral. Vinculado à Neuroclínica Juiz de Fora...

Neurodor é o núcleo de atenção da medicina da dor e das doenças da coluna vertebral. Vinculado à Neuroclínica Juiz de Fora, o núcleo se concentra no aperfeiçoamento constante e dedicação para a correta identificação da causa da dor e no tratamento mais adequado para o seu alívio.

 Com uma abordagem multidisciplinar, cada paciente recebe atendimento personalizado, com uma estratégia de tratamento específica para a sua doença, objetivando não apenas o controle dos sintomas, mas também a sua recuperação funcional.

A avaliação criteriosa dos profissionais do Neurodor busca corrigir os fatores causais da doença, controlar a dor e enfatizar a reabilitação física, reservando a indicação de cirurgia na coluna vertebral quando esta é estritamente necessária (minoria absoluta dos casos), respeitando a fisiologia da coluna.

No Neurodor o paciente tem acesso a todos os procedimentos minimamente invasivos como  bloqueios de dor espinhal (dor de coluna), bloqueios de gânglio esfenopalatino para cefaléias (dor de cabeça)  trigemino mediadas, bloqueios de gânglio estrelado para síndrome regional complexa, bloqueio de gânglio celíaco para dor oncológica, procedimentos percutâneos com radiofreqüência, infusão intratecal contínua de opióides,  além de tratamentos neuromoduladores com neuroestimulação.

 

PROGRAMA DE TRATAMENTO NEURODOR

 

Anatomia e biomecânica elementar

A nossa coluna vertebral é constituída por vários ossos que são chamados de vértebras. As vértebras se alinham umas sobre as outras como se fossem tijolos de uma parede. O disco intervertebral é uma cartilagem que fica situada entre as vértebras e tem como função amortecer o impacto de uma vértebra sobre a outra e ajudar na articulação entre as duas. Dentro da coluna nós encontramos a medula (no segmento cervical e torácico) e os nervos  ( no segmento lombar) que saem da medula para levar as informações do cérebro para os braços (nervos cervicais) e para as pernas (nervos lombares).

A espécie humana está de pé há dez milhões de anos, portanto a nossa coluna é fruto de uma longa evolução para a posição bípede. Por esse motivo, não é normal sentirmos dor em nossa coluna. A dor, em sua imensa maioria, nada mais é do que um sinal de que a coluna vertebral não está sendo utilizada da forma correta.

 

O esquema abaixo é um modelo básico do funcionamento biomecânico da nossa coluna. Para entendê-lo vamos imaginar um sistema de alavancas onde as forças se equilibram para mantermos a posição em pé. O peso do nosso corpo gera uma força para baixo que é contraposta pela força do disco. As forças musculares que estabilizam a coluna criam um vetor de força que aliviam a carga sobre o disco por atuarem no outro braço da alavanca. Quanto maior o peso extra que nosso corpo carrega e quanto mais distante do ponto de equilíbrio do sistema (no caso o disco) maior será o vetor de força que sobrecarrega o disco. Por esse motivo é errado carregar objetos pesados longe do corpo.

 

 

A estratégia de tratamento

Para o seu tratamento dar certo é fundamental que este sistema de alavanca seja reequilibrado. É claro que a dor gerada pelo desequilíbrio deste sistema é extremamente desconfortável, e ela precisa ser controlada, mas se mantermos nosso foco apenas no combate da dor estaremos sempre atuando no efeito e não nos fatores causais. Seria como desligar o alarme de incêndio em um prédio em chamas achando que assim estaríamos combatendo o fogo.

A melhor forma de controlar a dor e de corrigir os fatores causais será escolhida pelo seu médico de acordo com o seu quadro clínico (sintomas). O esquema abaixo é simples, mas sintetiza a estrutura do seu tratamento.

O tratamento com remédios

Atualmente existe um número imenso de medicações que podem ser utilizadas para combater a dor. Infelizmente nenhuma delas atua nos fatores causais. A escolha do seu esquema de medicações foi feita pelo seu médico levando em consideração o seu histórico clínico e as características de sua dor (dor não é “tudo” igual).

Os procedimentos minimamente invasivos

Esta modalidade de tratamento também visa o controle dos sintomas. Existe uma variedade enorme de opções de tratamento que se encaixam nesta categoria. Muitas vezes elas são englobadas todas com um mesmo nome “bloqueio da dor” para facilitar o entendimento do paciente, mas na verdade existem vários tipos de “bloqueio”. O seu médico indicará o tipo certo e o momento adequado para a utilização deste artifício. É uma tentativa que na maioria dos casos evita a cirurgia.

A cirurgia

Da mesma forma que os procedimentos minimamente invasivos, existem vários tipos de cirurgia para coluna vertebral. Mas TODAS elas atuam apenas no controle dos sintomas, se não forem feitas as correções dos fatores causais o problema não estará resolvido. Exatamente por isso, a cirurgia geralmente é a ÚLTIMA OPÇÃO de tratamento. Ela está indicada basicamente em duas situações: na dor clinicamente intratável e quando o paciente tem déficit motor (fraqueza).

Atuando nos fatores causais

Para reequilibrar o sistema de alavancas que nos mantém em pé não existe mágica, mas requer muito empenho do paciente.

O emagrecimento é fundamental, pois quanto menor o peso que a coluna tem que carregar todos os dias, menor a pressão sobre o disco. Perder peso não é tarefa fácil, envolve muita força de vontade e, sobretudo mudanças de hábitos de vida. O acompanhamento médico do metabologista é IMPRENSINDÍVEL para tornar esta tarefa menos “árdua” e não comprometer ainda mais a sua saúde.

A reabilitação física tem como princípio corrigir os vícios de postura e fortalecer a musculatura que “sustenta” a coluna, pois quanto mais forte for o arcabouço muscular, menor será a sobrecarga na parte osteoarticular da coluna vertebral.

 

Depressão e dor

A relação entre dor e depressão é conhecida da ciência médica há vários séculos, mas somente após a descoberta dos neurotransmissores ela pôde ser explicada cientificamente. Os neurotransmissores que atuam no estado de humor (sensação de felicidade e bem estar) são os mesmos que atuam na modulação (controle) da entrada de dor no sistema nervoso central (basicamente noradrenalina e serotonina). Assim, quando estamos mais tristes sentimos a dor mais intensa. É por esse motivo que tratamos a dor crônica com antidepressivos mesmo quando o paciente não apresenta sinais de depressão. É claro que toda pessoa que convive diariamente com dor durante muito tempo fica “desanimada”, muitas vezes desesperançosa com a sua melhora e perde a alegria de viver. Nestes casos o acompanhamento psicoterápico também é fundamental.

Perspectivas para o futuro

Ainda não existe cirurgia perfeita para a coluna. O ideal é que pudéssemos substituí-la por uma nova toda vez que esta desse problema, mas como isso não é possível, todas as cirurgias são paliativas. A anulação do movimento entre duas vértebras (cirurgia de artrodese) sempre acarreta na sobrecarga dos segmentos acima e abaixo do local operado. Por isso existe um enorme esforço para desenvolver uma técnica eficaz e que preserve o movimento fisiológico da coluna. Embora a primeira artorplastia (cirurgia que preserva o movimento) de coluna tenha sido feita há mais de 50 anos ainda não se conseguiu desenvolver uma prótese de disco intervertebral que substitua de maneira eficaz todas as funções do disco natural. A articulação da coluna é muito mais complexa do que a articulação do quadril ou do joelho, locais onde as próteses são mais eficazes. Várias pesquisas estão em andamento para desenvolver discos artificiais mais eficazes.

Os procedimentos minimamente invasivos estão em plena ascensão, mas eles atuam muito mais no controle dos sintomas do que na correção das causas. Os procedimentos intradiscais têm melhorado substancialmente um número grande de pacientes que antes tinham apenas a cirurgia como opção. E ainda há muita coisa para evoluir.

A terapia com células tronco para restaurar as articulações “gastas” da coluna representam apenas uma esperança para o futuro e, hoje, estão distantes de se tornarem uma realidade palpável.

A equipe do NEURODOR está em atualização constante e sempre apresentará a você as opções mais modernas e eficazes para o tratamento da sua doença.

 

PS: Este material foi desenvolvido única e exclusivamente para o esclarecimento e informação dos pacientes.

 

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